Considerada uma das melhores bandas de alt rock do Reino Unido, The Mysterines é liderada pela talentosa Lia Metcalfe
Aqui, iniciamos uma série que vai abordar de uma das bandas de rock mais interessantes e possivelmente subestimadas da Europa. The Mysterines é um conjunto britânico de rock alternativo formado em Liverpool, conhecido por seu som intenso que mistura garage rock, grunge e influências pós-punk. Liderado pela vocalista, guitarrista e compositora Lia Metcalfe, o grupo ganhou atenção da crítica já nos primeiros singles por sua energia visceral e letras confessionais.
Extremamente talentosa, determinada e inteligente, Lia é o coração e a alma do The Mysterines. A moça sempre encarou como reais suas chances de prosperar no concorrido mercado musical. Em recentes entrevistas, ela revelou seu objetivo desde a infância: subir nos principais palcos, reunir fãs ao redor do mundo e conquistar o almejado sucesso.
Reeling [LP]
![the mysterines — 91QGvdc8YrL. AC SY300 SX300 QL70 ML2 Reeling [LP]](https://m.media-amazon.com/images/I/91QGvdc8YrL._AC_SY300_SX300_QL70_ML2_.jpg)
Disco de vinil da banda The Mysterines
Primeiro álbum da banda de rock alternativo britânica liderada por Lia Metcalfe. Edição em vinil do disco do The Mysterines que não pode faltar na coleção de quem aprecia o alt rock.

Em sua trajetória, o The Mysterines sempre equilibrou riffs pesados e melodias sombrias, criando um clima hipnótico que reflete tanto a tradição do rock britânico quanto uma pegada contemporânea. Entre as principais influências dos integrantes, estão: Captain Beefheart, Bob Dylan, The Beatles, The Jam, The Stooges, Arctic Monkeys, Dua Lipa e alguns nomes do rap.
A formação original surgiu quando Lia Metcalfe conheceu o baixista George Favager, ambos morando próximos um do outro em Wirral — península costeira no noroeste da Inglaterra próxima a Liverpool. Completando o trio estava Chrissy Moore na bateria, formação que lançou o excelente primeiro EP. Nesta época, os caras abriram shows de bandas como The Amazons, Royal Blood e Sea Girls, conquistando maior exposição e ampliando sua base de fãs.
E já que vamos nos debruçar sobre essa ótima banda, vamos analisar o primeiro EP.
Take Control (2019)
O EP que colocou o The Mysterines no mapa tem quatro canções apenas e foi gravado por um trio: Lia Metcalfe (vocal e guitarra), George Favager (baixo) e Chrissy Moore (bateria). No início, o trio ganhou um empurrãozinho de ninguém menos que Paul Weller, líder das bandas The Jam e Style Council. Abaixo, os mais importantes detalhes das faixas.
A canção “Take Control” é um rock básico calcado na interpretação e na poderosa voz de Lia. A letra aborda a desilusão amorosa comum na vida de jovens na faixa dos 20, quando experimentam seus primeiros relacionamentos sérios. É quando se aprende sobre desgaste das relações, seja por traição, falta de respeito ou outro tipo de desilusão; o relacionamento está em ruínas, basta apenas decretar seu fim oficial. As rimas são muito boas e constroem a estrutura de um poesia musicada.
A minha favorita do EP é “Hormone”, uma canção que nasceu de uma jam na qual a guitarrista e o baixista acharam um riff e ela começou a falar por cima, como Lia explicaria em uma entrevista. A música é completamente orgânica e intuitiva, seu sabor agradável está justamente na visceralidade, nos eficientes e delicioso riff de rock and roll. Não há preocupação alguma com rimas ou poesia, a letra é crua e direta.
Com forte pegada punk, a visceral e barulhenta”Gasoline” extravasa em sua letra um tipo de “ódio saudável”, possivelmente pela grande mídia, que muitas vezes desvirtua fatos e tenta manipular a opinião pública. Quem sabe fosse melhor gastar tempo fazendo coisa melhor do que lendo os jornais… A canção termina com uma cínica declaração de amor à mídia manipuladora, afinal uma sociedade livre sempre vai precisar da mídia (por pior que ela seja) para manter os cidadãos minimamente informados, não há outra alternativa.
A canção que fecha o EP é a furiosa “Bet Your Pretty Face”, também visceral e com alguma influência do punk rock (embora seja alt rock). Ela segue um esquema de rimas intricado que cria um senso de ritmo e continuidade, realçando sua musicalidade. Com alguma profundidade, a letra explora temas existenciais, como transitoriedade, engano e frustração.
The Mysterines Lia Metcalfe
Espero que tenha gostado do início desta história. Mais adiante, vai ter muito mais rock alternativo e vídeos. No próximo artigo, a gente vai falar do EP do The Mysterines batizado Love’s Not Enough (2020).
Até lá, abração!


