O vocalista original e principal integrante do Marillion, Fish, deixou o grupo em 1987 e partiu para uma vitoriosa carreira solo. Os fãs ficaram tristes e acharam que isso significaria o fim da banda que havia trazido o Prog Rock de volta ao centro da cena musical.
Contudo, os integrantes remanecentes convocaram o vocalista Steve Hogarth, em 1989. Logo em seguida, gravaram o disco “Seasons End” e saíram em turnê que incluiu o Brasil, no saudoso festival Hollywood Rock, em janeiro de 1990.
Durante o show no Brasil, o vocalista desligou o microfone sem fio, colocou-o no bolso, e subiu os andaimes de sustentação do palco e, lá de cima, sob os olhares assustados do público e da produção, continou a interpretação da música “Kayleigh”, o maior hit do grupo. Inesquecível.
Até nisso o Marillion foi fiel, platonicamente, ao seu grupo inspirador, o Genesis, e passou também a mesclar incredientes de Pop Music ao virtuosismo musical dos seus integrantes. A banda continua na atividade até hoje. Abaixo, o Marillion com Steve Hogarth e a belíssima canção “Easter”:
Um dos melhores discos da década de 80 e da história do Rock Progressivo foi o temático “Misplaced Childhood”, da banda britânica, Marillion. Notadamente, pelo primoroso Lado 1 do LP que trazia as faixas:
Essas 5 músicas funcionam como um único tema, uma canção só. No entanto, somente a balada “Kayleigh” tocava nas rádios, tornando-se um sucesso mundial e alcançando as primeiras posições das músicas mais tocadas, em 1985, em diversas rádios. Abaixo, em 2 vídeos você confere a qualidade e a competência do Marillion:
Quem disse que Rock não é cultura? O Genesis tornou-se uma das bandas mais respeitadas e importantes de todos os tempos por causa da criatividade de suas composições e do talento individual dos músicos. Peter Gabriel e Phil Collins, por exemplo, desenvolveram carreiras solo de sucesso: o primeiro através da Word Music e o segundo com a Pop Music.
Peter Gabriel (vocal), Phil Collins( bateria), Tony Banks (teclados), Mike Rutherford (baixo) e Steve Hackett (guitarra). O Genesis com sua formação clássica, na década de 70. Pura arte:
O Rock Progressivo surgiu da intenção de alguns artistas em transformar o Rock em arte e, para isso, muitos foram buscar inspiração em outros estilos musicais; nos improvisos do Jazz (Jean Luc Ponty, ), Música Medieval (Gênesis, Jethro Tull e depois Marillion) no virtuosismo da Música Clássica (Yes e Rick Wakweman) etc.
Influenciados também pelo experimentalismo – sonoro e tecnológico – de grupos como Beatles e Beach Boys, essas bandas foram as que mais longe estenderam o horizonte criativo, as mais ousadas; mais do que qualquer outra na história do Rock, depois dos Beatles, é claro.
Os primeiros discos de Prog Rock que eu aprendi a gostar foram do tecladista britânico, Rick Wakeman, um gênio. Além de grande compositor, Wakeman foi um dos 3 primeiros tecladistas do rock – ao lado de Jon Lord (Deep Purple) e Keith Emerson (Emerson Lake & Palmer) – que despontou nos anos 70 com sucesso, esbanjando técnica e criatividade em discos conceituais, nos quais utilizava os primeiros teclados eletronicos, como estes de ‘Mitos e Lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda’.”
Hoje é aniversário de um dos maiores e mais influentes bateristas de todos os tempos, Carl Palmer. Nascido em Birmingham, Inglaterra, esse grande músico começou a tocar aos 11 anos e foi por sua vez fortemente influenciado pelo baterista de Jazz, Buddy Rich. Gravou o primeiro disco em 1967 com a banda “Chris Farlowe and The Thunderbirds”.
Também participou de outras importantes bandas como: Emerson, Lake & Palmer; Asia; Crazy World Of Arthur Brown; Atomic Rooster; P.M.; The Carl Palmer Group e 3. Atualmente, Palmer está terminado a mixagem de “Working Live Vol. 3″, projeto que será concluído e lançado no final de 2009 e que trará alguns clássicos do ELP, com o seu novo power trio.
Eu já assisti a 3 shows desse monstro – 2 com o Asia e 1 com o Emerson, Lake & Palmer – e pude constatar que alguns músicos nunca envelhecem, ficando ainda melhores com o tempo. Carl é um estudioso e domina a técnica como poucos, por isso é sempre um show à parte, reverenciado mesmo quando faz apresentações com grandes feras (ou seja; quase sempre!).
Leia mais clicando aqui. Abaixo, a máquina de precisão do Prog Rock, Carl Palmer, e o ELP com “The Barbarian”:
Era uma vez um aristocrata inglês que gostava de ouvir Beatles e tomar uns drinks até altas horas. Certo dia, quando o clube que frequentava estava quase fechando, Squire ouviu uma voz de soprano que se assemelhava a de um garotinho, algo angelical. Era o faxineiro cantarolando.
Assim, ele conheceu Jon Anderson e o convidou a formarem o que viria a ser um dos maiores grupos de Rock Progressivo de todos os tempos e que influenciaria várias bandas importantes, do nipe da canadense Rush e da brasileira Mutantes, entre outras tantas.
O Yes lançou o primeiro disco a 40 anos, em 1969 (quando dividiram como Led Zeppelin o destaque de melhor banda revelação daquele ano) e hoje, dia 4 de março, Chris Squire completa 61 anos – ainda na ativa, preferencialmente com o seu baixo Rickenbacker 4001 “envenenado”.
O som grave do contrabaixo deste monstro do Rock é inconfundível e faz, literalmente, o chão tremer, durante os shows. No Rock in Rio, muitos jornalistas contam que as cabines da imprensa começaram a chacoalhar, quando Squire começou a tocar.
Pessoalmente, posso dizer que já vi 4 concertos arrasadores e emocionantes (ao mesmo tempo!) do Yes, banda que já teve diversas formações – mas sempre o mesmo baixista genial, irreverente, orgulhoso, incomparável…
Abaixo, o Yes na turnê “Union”, que contou com o aniversariante de hoje, além de: Jon Anderson (vocal), Steve Howie (guitarra), Trevor Rabin (guitarra), Rick Wakeman (teclados), Tony Kaye (teclados), Bill Brufford (bateria Simons) e Alan White (bateria acúsitica). A música é “Heart of the Sunrise”: