Tag Archive: prog rock


(Fonte: corporateartists.com)

Todos os que acompanham este blog sabem que eu estou longe de ser um “purista” ou um cara que rejeita totalmente as bandas dos anos 80 em diante, mas eu tenho que reconhecer que existem no “baú do Rock” algumas jóias raras que só podem ser precisamente definidas como ART ROCK. Algumas bandas dos anos 60 e 70 atingiram um grau de perfeição e sensibilidade artística que chega de verdade a destoar da imensa maioria das produções musicais – especialmente no Rock “e adjacências” – dos anos que se seguiram.

Confiram, abaixo, o Rare Earth executando ao vivo e com maestria similar a que Michelangelo demonstrava quando esculpia, por exemplo, um “David”, este clássico dos Temptations que já foi regravado também pelo Wishbone Ash :

PART I

PART II

(Fonte: rushisaband.com)

Geddy Lee (baixo, vocal e teclados) nasceu em Toronto (Canadá) no dia 29 de julho de 1953. Quando cresceu, começou a gostar de Rock por causa dos Beatles e, mais tarde, além de Paul McCartney, também seria influenciado por: John Entwistle (The Who), Chris Squire (Yes), Jack Bruce (Cream) e Greg Lake (ELP).

Em agosto de 1968 ele e seu amigo Alex Lifeson fundarm o Rush, que viria a se tornar a maior banda de Rock canandense de todos os tempos e uma das mais importantes do mundo. Além de ter sido considerado, em 1993, o melhor baixista do mundo pelos leitores da revista “Bass Player”, Lee foi eleito, por seis vezes, o melhor baixista do mundo pela conceituada revista “Guitar Player”, principalmente por causa de sua apuradíssima técnica que, aliada ao seu estilo único de tocar o instrumento – flertando com o Jazz e outros estilos – contribuiu e muito para elevar o nível do Rock Progressivo e do Hard Rock.

Geddy também canta muito bem – pelo menos para mim, hehe – além de tocar teclados; com as mãos e com as pedaleiras.

Parabéns e obrigado por tudo, Geddy!

Abaixo, uma música que ficou de fora do repertório dos primeiros shows do Rush no Brasil, e que eu considero uma das mais bonitas da banda; “Subdivisions”, originariamento do excelente álbum “Signals” (1982):

(Fonte: dizconauta.blogspot.com)

Hey, amigos, este post eu dedico ao competente Daniel Silva, do excelente blog Estética Musical, que é um dos mais assíduos comentaristas deste blog. Aqui, destaco também uma das melhores bandas progressivas, verdadeira pioneira do Rock Brasil (foi fundada em 1968), e que mudou várias vezes de formação; talvez o maior clássico do Rock Progressivo nacional seja o állbum, “Criaturas da Noite” (1975), da banda carioca, O Terço.

Abaixo, Sérgio Hinds (guitarra), Sérgio Magrão (baixo), Luiz Moreno (bateria) e Flávio Venturini (teclado e viola), “Hey amigo”:

(Fonte: sergiohinds.com)

A formação do Terço em 1993 era: Sérgio Hinds (guitarra e vocal), Andrei Ivanovic (baixo), Franklin Paolillo (bateria) e Luiz de Boni (teclados). Abaixo, o grupo mandando ver, ao vivo, com o “Crucis”, originariamente do álbum “Time Travellers” (1992); aumentem o som!

Mais um clássico do Rock Progressivo nacional, originariamente do álbum homônimo (1975):

(Fonte: dreamtheather.net)

No G1:

“É interessante ver os fãs ao redor do mundo, cada lugar tem a sua personalidade. O Brasil é um lugar perfeito para o Dream Theater”

(Jordan Rudess, tecladista do Dream Theater)

“Uma das principais referências do metal progressivo atual, o grupo norte-americano Dream Theater está em turnê pelo Brasil e se apresenta nesta sexta-feira (19) em São Paulo e no sábado (20) no Rio, após tocar em Porto Alegre na terça-feira (16) e em Curitiba na quinta-feira (18).
…”

(Fonte: musicstack.com)

O vocalista original e principal integrante do Marillion, Fish, deixou o grupo em 1987 e partiu para uma vitoriosa carreira solo. Os fãs ficaram tristes e acharam que isso significaria o fim da banda que havia trazido o Prog Rock de volta ao centro da cena musical.

Contudo, os integrantes remanecentes convocaram o vocalista Steve Hogarth, em 1989. Logo em seguida, gravaram o disco “Seasons End” e saíram em turnê que incluiu o Brasil, no saudoso festival Hollywood Rock, em janeiro de 1990.

Durante o show no Brasil, o vocalista desligou o microfone sem fio, colocou-o no bolso, e subiu os andaimes de sustentação do palco e, lá de cima, sob os olhares assustados do público e da produção, continou a interpretação da música “Kayleigh”, o maior hit do grupo. Inesquecível.

Até nisso o Marillion foi fiel, platonicamente, ao seu grupo inspirador, o Genesis, e passou também a mesclar incredientes de Pop Music ao virtuosismo musical dos seus integrantes. A banda continua na atividade até hoje. Abaixo, o Marillion com Steve Hogarth e a belíssima canção “Easter”:

(Fonte: ciadacultura.com.br)

Um dos melhores discos da década de 80 e da história do Rock Progressivo foi o temático “Misplaced Childhood”, da banda britânica, Marillion. Notadamente, pelo primoroso Lado 1 do LP que trazia as faixas:

1-”Pseudo Silk Kimono”
2-”Kayleigh”
3-”Lavender”
4-”Bitter Suite”
5- “Heart of Lothian”

Essas 5 músicas funcionam como um único tema, uma canção só. No entanto, somente a balada “Kayleigh” tocava nas rádios, tornando-se um sucesso mundial e alcançando as primeiras posições das músicas mais tocadas, em 1985, em diversas rádios. Abaixo, em 2 vídeos você confere a qualidade e a competência do Marillion:

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