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moscowmusicpeacefest1 247x300 Rock n Roll e liberdade de expressão   II

Na antiga União Soviética não havia liberdade de expressão, liberdade de imprensa, possibilidade de se fazer oposição ao regime e muito menos democracia. Também não era permitido dançar em shows e todo mundo era obrigado a assistir aos concertos sentadinhos, hehe! Como são ridículas as ditaduras!

Mas tudo isso começou a mudar quando o Heavy Metal entrou na história. Foi assim: em agosto de 1989 foi realizado um festival de Rock em Moscow, que contou com grandes bandas dos Estados Unidos (Bon Jovi, Motley Crue, Cinderella e Skid Row), Grã Bretanha (Ozzy Osbourne), Alemanha (Scorpions) e U.R.S.S. (Gorky Park).

O Moscow Music Peace Festival foi organizado pelo empresário do Bon Jovi e do Motley Crue, Doc McGhee, junto com a “Make a Diference Fundation”. Pregava a colaboração mundial no combate às drogas na Russia e a paz mundial. Houve alguma ciumeira por causa do destaque dado ao Bon Jovi, mas o festival foi um sucesso e recebeu mais de 100.000 pessoas por dia.

O Estádio Lenin reuniu pela primeira vez os jovens russos sedentos por Rock n’ Roll e liberdade para ficar de pé, dançar, gritar, acenar etc. Uma festa maravilhosa que marcou a chegada da globalização àquele país (antes fechadíssimo para a cultura ocidental), o início da marcha rumo à democracia e à ruína do sistema comunista.

Cada grupo tocou 6 músicas e no final de cada um dos 2 dias do festival os músicos fizeram um jam session com músicas de Elvis Presley e Led Zeppelin. O empresário Doc McGhee levou um soco do baterista do Motley Crue e foi demitido. Dois anos depois, em 1991, a U.R.S.S. seria dissolvida e a democracia chegaria à Russia, finalmente.

Ozzy é um cara incompreendido por alguns fundamentalistas que pensam que ele é satanista ou uma pessoa má, mas não é nada disso; é um artista excelente, que interpreta um papel tão eficientemente que confunde os de cabeça fraca. Afinal, ele é um cara do bem e que jamais fez mal a uma mosca. Ruim era quem quis proibir ou censurá-lo.

Os concertos históricos viraram dois DVDs que tem ainda faixas bônus com as bandas tocando covers de clássicos do Rock (The Who, Jimmy Hendrix, Thin Lizzy, Sex Pistols, Janis Joplin e Tommy Bolin), além da participação do baterista Jason Bohan, filho do fundador do Led Zeppelin, John Bohan, levando “Moby Dick”.

Abaixo, Ozzy Osboune (vocal) leva “Paranoid”, do Black Sabbath, acompanhado de Zakk Wylde (guitarra), Geezer Butler (baixo), Randy Castillo (bateria) e John Sinclair (teclado) para uma galera enlouquecida e calorosa no Estádio Lenin:


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ozzy osbourne preso Blizzard of Ozz: o disco mais polêmico da história do Rock

No mundo artístico são comuns as brigas judiciais que podem surgir por plágio, disputas autorais, indenizações etc. Mas até que ponto um artista pode ser responsabilizado sobre as possíveis influências e os efeitos de uma obra polêmica? Esta é sem dúvida uma questão intrigante e que já gerou muito pano-pra-manga, como vocês verão.

Em setembro de 1980 Ozzy Osbourne lançava o seu primeiro álbum solo, após sair do Black Sabbath, “Blizzard of Ozz” (um trocadilho com “The Wizzard of Oz” – ou “O Mágico de Oz”), que vendeu só nos EUA mais de 4 milhões de cópias e continha músicas que se tornariam clássicos do Heavy Metal como “Crazy Train” e “Mister Crowley”.

O excelente disco trouxe também a mais polêmica canção da história do Rock: “Suicide Solution”, feita a partir de riffs do grande guitarrista Randy Roads, com letra do baixista Bob Daisly. Fazia alusão ao alcoolismo que consumia Osbourne e que havia vitimado o vocalista do AC/DC, Bon Scott. A palavra “solution” (“solução”) estava empregada com significado de substância, no caso o álcool.

Tudo ia bem, até que em outubro de 1984 o adolescente John McCollum se suicidou com um tiro na cabeça, aos 19 anos, após ouvir a canção. Os pais do jovem levaram Ozzy e a CBS Records aos tribunais, em janeiro de 1986, alegando que “solution” significaria “resolver um problema”. A acusação queria responsabilizar o cantor e a gravadora por “encorajar comportamento auto-destrutivo”.

No entanto, a defesa conseguiu provar que John sofria de depressão e fora negligenciado, além disso a “Primeira Emenda” Constitucional garante a todos os cidadãos total liberdade de expressão nos Estados Unidos. A Justiça deu ganho de causa para Ozzy e a CBS. Ponto para a democracia.

Mas não acabou por aí; outro jovem fanático por Metal atirou contra a própria cabeça com uma espingarda calibre 22. Os pais processaram novamente Ozzy, além das bandas favoritas do adolescente: Black Sabbath, AC/DC, Judas Priest e Motley Crue. É claro que o alvo principal foi a banda de Osbourne e “Sucicide Solution”, outra vez.

Nova vitória da Constituição americana e da liberdade de expressão. Só que em 1986 o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake processaram mais uma vez Ozzy Osbourne, desta vez requerendo direitos autorais sobre dois discos: “Blizzard of Ozz” e “Diary of a Madman”. O “Senhor das Trevas” desta vez perdeu a batalha jurídica.

Relançados em 2002, os dois discos foram re-mixados com dois novos músicos, Robert Trujillo (baixo) e Mike Bordin (bateria), o que causou revolta em muitos fãs de longa data, que alegaram que nada fora informado nos créditos dos CDs.

Abaixo, Ozzy leva “Sucide Solution” com Randy Rhoads, (guitarra), Rudy Sarzo (baixo) e Tommy Aldridge (bateria):


468x60 cds Blizzard of Ozz: o disco mais polêmico da história do Rock

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