Ann Wilson (vocal) é uma cantora americana, dona de uma linda voz, que depois de algumas tentativas de fazer decolar a sua banda, The Daybrakers, desistiu do projeto, convocou sua irmã Nancy Wilson (guitarra) e foram para o Canadá. Lá juntaram-se a Steve Fossen (baixo) e Roger Fischer (guitarra) e formaram o Heart.
Já no primeiro trabalho, “Dreambout Annie” (1976) conseguiram sucesso e emplacando 3 músicas nas paradas: a faixa-título, “Magic Man” e “Crazy on You”. O disco passeava entre o Rock, o Folk e temas românticos – que foram de certa forma a marca registrada de toda a carreira desse grupo. Logo depois o baterista Michael Drosier entra para a banda.
O segundo disco “Little Queen” fez ainda mais sucesso e trouxe o maior hit da banda: “Barracuda”. Em 1985 lançam o disco “Heart” que emplacou mais 4 sucessos nos primeiros lugares das paradas, em todo o mundo: o clássico do Hard Rock “If Looks Could Kill”, além das românticas “Never”, “What About Love” e “These Dreams”. O ábum seguinte “Bad Animals” emplacou o hit “Alone”.
O último trabalho do grupo foi um disco acústico que teve a produção de John Paul Jones (Led Zeppelin) que também tocou baixo. Conceituadíssimo nos EUA, o Heart é na verdade a banda das irmãs Wilson, já que elas são as únicas integrantes de todas as formações. Também não faria sentido algum para os fãs um disco do grupo sem uma das duas, que com o Heart já lançaram 17 álbuns e venderam mais de 30 milhões de discos.
A primeira grande banda de Rock formada só por mulheres surgiu na Califórnia , em 1975. Foi assim:
Joan Jett (guitarra base e voz) era uma menina de 12 anos que após assistir ao seu primeiro show de Rock teve certeza do que era aquilo que queria fazer quando crescesse; pediu uma guitarra e um amplificador de aniversário e, praticamente sozinha, aprendeu a tocar acompanhando os discos na vitrola.
Sandy West (bateria) era sempre a única garota das bandas que participava, por isso, tocava com muita energia e disposição para escapar do preconceito. Admiradora de John Bohan (baterista do Led Zeppelin) e de grupos como o Aerosmith e The Monkeys, teve a vida mudada quando conheceu o empresário Kim Fouley.
Fouley teve a idéia de formar uma banda só de mulheres; apresentou Joan, então com 15 anos, a Sandy e chamou Micki Steele (baixo). A banda começou a fazer shows e, em 1976, a belíssima Lita Ford (guitarra solo) de 16 anos e Cherie Currie (vocal) entram para o grupo. Micki é substituída por Jackie Foxx; era a formação clássica da The Runaways.
A banda fez muito sucesso, principalmente depois que abriu shows do Van Halen e Ramones nos EUA, Japão e Europa, tendo gravado 5 álbuns e lançando algumas coletâneas. O grupo se dissolveu em 1979, mas a sua influência ficaria marcada na história do Rock, incentivando várias mulheres a montarem suas bandas.
Lita Ford fica mais bonita a cada ano e também construiu uma vitoriosa carreira solo, tendo aberto a porta de vez para que outras grandes guitarristas surgissem no cenário do Rock. Micki Steele entrou para a banda The Bangles, em 1980. Sandy West faleceu em 2006, aos 47 anos.
Joan Jett foi a que fez mais sucesso junto com sua nova banda, “The Blackhearts”, ganhando 8 álbuns de platina e de ouro, conseguindo emplacar hits mundiais como “I Love Rock n’ Roll” e “Do You Wanna to Touch me”. Além de boa cantora, compositora e guitarrista, Joan também é considerada líder e visionária.
Alguns hits da The Runaways: “Schooldays”, “I Love Playin With Fire”, “Cherry Bomb”, “Rock n’ Roll” e “Neon Algels on The Road to Ruin”. Mais detalhes sobre essa importante banda da história do Rock n’ Roll você encontra clicando aqui. Abaixo, a banda sem Cherie Currie e com Joan Jett no vocal tocando “Mama Weer All Crazee Now”:
Na antiga União Soviética não havia liberdade de expressão, liberdade de imprensa, possibilidade de se fazer oposição ao regime e muito menos democracia. Também não era permitido dançar em shows e todo mundo era obrigado a assistir aos concertos sentadinhos, hehe! Como são ridículas as ditaduras!
Mas tudo isso começou a mudar quando o Heavy Metal entrou na história. Foi assim: em agosto de 1989 foi realizado um festival de Rock em Moscow, que contou com grandes bandas dos Estados Unidos (Bon Jovi, Motley Crue, Cinderella e Skid Row), Grã Bretanha (Ozzy Osbourne), Alemanha (Scorpions) e U.R.S.S. (Gorky Park).
O Moscow Music Peace Festival foi organizado pelo empresário do Bon Jovi e do Motley Crue, Doc McGhee, junto com a “Make a Diference Fundation”. Pregava a colaboração mundial no combate às drogas na Russia e a paz mundial. Houve alguma ciumeira por causa do destaque dado ao Bon Jovi, mas o festival foi um sucesso e recebeu mais de 100.000 pessoas por dia.
O Estádio Lenin reuniu pela primeira vez os jovens russos sedentos por Rock n’ Roll e liberdade para ficar de pé, dançar, gritar, acenar etc. Uma festa maravilhosa que marcou a chegada da globalização àquele país (antes fechadíssimo para a cultura ocidental), o início da marcha rumo à democracia e à ruína do sistema comunista.
Cada grupo tocou 6 músicas e no final de cada um dos 2 dias do festival os músicos fizeram um jam secion com músicas de Elvis Presley e Led Zeppelin. O empresário Doc McGhee levou um soco do baterista do Motley Crue e foi demitido. Dois anos depois, em 1991, a U.R.S.S. seria dissolvida e a democracia chegaria à Russia, finalmente.
Ozzy é um cara incompreendido por alguns fundamentalistas que pensam que ele é satanista ou uma pessoa má, mas não é nada disso; é um artista excelente, que interpreta um papel tão eficientemente que confunde os de cabeça fraca. Afinal, ele é um cara do bem e que jamais fez mal a uma mosca. Ruim era quem quis proibir ou censurá-lo.
Os concertos históricos viraram dois DVDs que tem ainda faixas bônus com as bandas tocando covers de clássicos do Rock (The Who, Jimmy Hendrix, Thin Lizzy, Sex Pistols, Janis Joplin e Tommy Bolin), além da participação do baterista Jason Bohan, filho do fundador do Led Zeppelin, John Bohan, levando “Moby Dick”.
Abaixo, Ozzy Osboune (vocal) leva “Paranoid”, do Black Sabbath, acompanhado de Zakk Wylde (guitarra), Geezer Butler (baixo), Randy Castillo (bateria) e John Sinclair (teclado) para uma galera enlouquecida e calorosa no Estádio Lenin:
Para quem está aproveitando o feriado prolongado com a família, a boa é ir para a escola. Estou falando da hilariante comédia “Escola de Rock” (2003), com Jack Black, que recebeu o prêmio de melhor ator comediante no MTV Music Awards.
É outra dica sobre filmes de Rock, para quem não quer saber de carnaval. Esta produção teve várias indicações para o Golden Globe e Grammy, tendo custado “apenas” U$ 20.000.000 (um orçamento relativamente baixo para os padrões de Hollywood, antes da crise).
Trata-se da história de um músico que é demitido de sua banda e, atolado em dívidas, se vê obrigado a aceitar um emprego de professor numa escola muito rígida, onde os alunos são ensinados com noções de disciplina e hierarquia – tudo o que o novo mestre detesta.
A diretora da Escola Elementar Horace Green marca em cima o protagonista Dewey Finn (Black), mas mesmo assim, ele decide ensinar a “arte transgressora” do Rock n’ Roll à molecada. Na trilha sonora temos AC/DC, The Who, Led Zeppelin, Cream, The Doors, T-Rex entre outros.
Abaixo, Jack Black e seus alunos da “School of Rock”:
Jimmy Page nasceu em Londres, no dia 9 de janeiro de 1944 e ficou mundialmente conhecido como guitarrista da super-banda Led Zeppelin. Muito técnico e habilidoso, Jimmy expandiu os riffs e as escalas da guitarra do Rock n’ Roll, como nunca ninguém havia feito, criando o embrião do Hard Rock e do Heavy Metal. Influenciou gente como Slash (ex-Guns N’ Roses), Tom Morello (R.A.T.M.) e Billy Duffy (The Cult).
Precoce, Jimmy fez os seus primeiros acordes aos 12 anos e iniciou sua carreira profissional aos 14, gravando um single num estúdio com a banda The Crusaders. Antes, ainda amador, já era habitué dos palcos da lendária casa de shows The Marquee, tocando com diversas bandas e com os já famosos Eric Clapton e Jeff Beck. Alguns anos após, já era um conceituado músico de estúdio.
Durante a década de 60, Jimmy gravou com os Rolling Stones e The Who (cujo baterista, Keith Moon, seria o autor do nome da futura banda: “Led Zeppelin”). Em 1966, ele entra para o Yardbirds, banda que era a maior sensação do meio roqueiro na Inglaterra e cujos shows eram abertos por nada menos do que os Beatles e os Stones. Inicialmente tocou baixo e depois passou a dividir os solos de guitarra com Jeff Beck.
Com o fim do Yardbirds (cujo vocalista morreu eletrocutado no palco), Page criou o New Yardbirds que, pouco depois passou a se chamar Led Zeppelin. Nesta banda, pôde experimentar, ousar e fluir toda a sua criatividade, tocando guitarra até com um arco de violino. No auge do sucesso, morou num castelo, onde as “groupies” dormiam na porta do quarto, esperando a vez de namorar com o ídolo. Também mexeu com ocultismo.
Após a morte do baterista do Led, John Bonham, e do consequente fim da banda, “O Mago” trabalhou em diversos projetos como a banda The Firm (com o vocalista Paul Rogers), um CD com David Coverdale (do Whitesnake), a trilha sonora do filme “Desejo de Matar-III”, uma turnê e um disco com a banda Black Crows etc. Atualmente, Jimmy é fundador e apóia a ONG “The Action For Brazil Children Trust” (“ABC Trust”), junto com a mulher:
http://www.abctrust.org.uk/language.html
Abaixo, Jimmy no auge da forma com sua Gibson Les Paul e seus amplificadores Marshall, acompanhado de Robert Plant (vocal), John Paul Jones (baixo) e John Bonham (bateria), num momento mágico! “Whole Lotta Love” com o Led Zeppelin:
O guitarrista Jimmy Page fundou o Led Zeppelin, em 1968, junto com o vocalista Robert Plant, o baixista John Paul Jones e o baterista John “Bonzo” Bonham. Revolucionaram o meio musical, inventando (ou ajudando a inventar) o Hard Rock e o Heavy Metal.
Com a morte de Bonham, em 1980, acabou uma das maiores bandas da história da música, mas Jimmy e Robert continuaram trabalhando, separadamente, em outros projetos até se reunirem novamente com John Paul Jones, para o mega-concerto beneficente, Live Aid, em 1985.
Para suprir o peso da bateria do incrível Bonham, chamaram nada menos do que dois bateristas, que tocaram juntos: Phil Collins (do Genesis) e Tony Thompson (ex-Chic e Power Station), que não fizeram feio. Isto alimentou o sonho dos fãs de verem o Led na estrada, novamente.
Contudo, o Led Zeppelin só voltou a se reunir para um show, em 1988, agora com Jason Bonham (filho do baterista original) nas baquetas. Em 1994, Page e Plant não chamariam o baixista e tecladista fundador da banda, John Paul Jones, para a gravação do disco acústico “No Quarter”.
Até que em 1996, no último Hollywood Rock Festival, eles vieram ao Brasil (novamente sem Jones), desta vez acompanhados do super-baterista Michael Lee, o qual já havia tocado com o Echo and the Bunnymen, The Cult, Aerosmith, Thin Lizzy e Guns N’ Roses.
Infelizmente, em novembro de 2008, Michael Lee foi encontrado morto em seu flat, aos 38 anos. A causa da morte foi um ataque epilético. Michael foi registrado aqui neste blog no vídeo do dia 21 de dezembro de 2008, arrebentando junto com o Echo.
Abaixo, um vídeo de Page, Plant e Michael Lee dando uma aula de Rock N’ Roll, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, num dos melhores shows da minha vida, quando eles tocaram, magnificamente, todos os grandes clássicos do Led Zeppelin: