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20110606andy powell Wishbone Ash: Number the Brave

Andy Powell (foto: guitarinternational.com)

Considerado pela da revista Melody Maker como “o mais interessante time de guitarras desde a época em que Beck e Page marcaram os Yardbirds”, o Wishbone Ash tem uma longa história produzindo alguns dos melhores guitar rocks que o mundo já viu. Formada em 1969, a banda ainda está forte, embora tenha havido mudanças na formação durante esse tempo. E a cola que manteve a banda e sua música é um extraordinário guitarrista chamado Andy Powell

Enquanto muitos de seus contemporâneos dos primeiros anos aposentaram-se ou mudaram de estilo, Powell ainda está firme e traz a sua abordagem única ao Rock para a alegria de seus muitos fãs em todo o mundo. Com uma agenda lotada, lançando mais um DVD e com projetos musicais no horizonte, Powell não mostra sinais de que vai tirar o time de campo tão cêdo:

“O Wishbone Ash é uma entidade permanente, sem interrupção, desde 1969. Se alguém decidiu deixar a banda, ele foi substituído. As pessoas deixaram a banda de forma fragmentada. A banda nunca se separou, ao contrário de outras, formadas na mesma época. Houve períodos em que três membros originais estavam lá, depois dois e agora um. O mesmo acontece com muitas outras como Jethro Tull, Deep Purple e Thin Lizzy. É um pouco como equipes de esportes com uma grande história, um ethos grande. É nesse espírito que agente segue em frente com os fãs e com a própria música.

Até certo ponto e com alguma relutância, eu tenho o crédito de conseguir mantê-la, mesmo passando por todos os altos e baixos e através de todas as mudanças no mundo da música, durante esses últimos 41 anos. Estive totalmente embuído do sentimento original da banda de energia positiva e de ação positiva, desde o início.

Duas coisas que me deixaram bem nessa longa estrada foram a humildade e o pragmatismo. Por um lado, eu acredito que a banda tem fortes raízes nos anos 70 e ainda temos todos ética no trabalho. Além disso, percebi que nós somos principalmente uma banda de concertos e é aí que a coisa se torna importante. É aí que a verdadeira ação acontece; ao vivo no palco. O fundamental foi sempre a tocar, tocar e gravar.

Além disso, nunca nos apegamos a um rótulo específico e nós simplesmente nunca tivemos realmente grandes singles. Isto permitiu-nos estar um pouco fora do radar e, ao mesmo tempo, sermos capazes de tocar ao redor do mundo em todos os contextos imagináveis. Porque, só o ano passado, visitamos todos os países da Europa e América do Norte, além do Japão e África do Sul. Fizemos mais de 60 shows só este ano.”

[Andy Powell]

Confira a íntegra da entrevista com o líder do Wishbone Ash no site guitarinternational.com.

Abaixo, Andy Powell (guitarra e vocal), Laurie Wisefield (guitarra), John Wetton (baixo) e Steve Upton (bateria) com a belíssimo clássico “Number the Brave”, do álbum “Number the Brave” (1981):

20110311hot ash live Wishbone Ash: The Way of the World

Em 1970, surgiu uma das importantes e mais influentes bandas da história do Rock , em geral, e da guitarra elétrica, em especial; o empesário Miles Copeland (irmão de Stewart Copeland, do The Police) juntou Martin Turner, Steve Upton, Ted Turner e Andy Powell num mesmo grupo musical, abrindo mão de um tecladista em prol de dois grandes guitarristas. Pode-se afirmar que, mesmo tendo entrado por último, os dois deram uma verdadeira alma ao grupo, Powell com uma levada mais Soul e Ted Turner mais próximo do Blues, ambos, porém, exímios solistas. Assim, a dupla inovou o Rock com as lendárias “twin guitars”, estilo que, posteriormente, influenciaria diversas bandas como Kiss e Iron Maiden.

Uma curiosidade sobre a banda é que na opinião de muitos de seus fãs o seu melhor trabalho é “Hot Ash” (1981), um álbum gravado ao vivo e que não trouxe nenhuma canção inédita, contudo, clássicos como “Living Proff”, “Blowing Free”, Hepless” e “The Way of the World” foram muito bem executadas, com a maestria de quem já estava na estrada com aquele repertório há bastante tempo. O disco traz a formação clássica do Wishbone Ash: Andy Powell (guitarra), Laurie Wisefield (guitarra), Martin Turner (baixo e vocal) e Steve Upton (bateria).

Considerado juntamente com Powell um dos dois melhores guitarristas que já passaram pelo grupo, Laurie Wisefield tocara com Al Stewart, tendo estreado em “There’s the Rub” (1974), primeiro disco gravado nos Estados Unidos, país que o grupo britânico adotaria como sua nova casa. Laurie sola, aliás, belissimamente, na maior parte da música destacada neste post (vídeo), tendo também gravado com o Ash os álbuns: “Locked In” (1975), “New England” (1976), “Just Testing”(1980) e “Number the Brave” (1981). O grupo continuou trabalhando intensamente nos anos seguintes, porém, pouco depois, o lendário Laurie Wisefield saiu para tocar com a banda de Tina Turner, onde continua até hoje.

O Wihbone Ash prosseguiu lançando discos ao vivo e coletâneas, tendo o jejum de estúdio terminado com “Illuminations” (1996). Em 2000, eles saíram em turnê na Europa para divulgar o lançamento de “Bare Bones” e celebrar os 30 anos do Wishbone Ash. A atual formação é: Andy Powell (guitarra e voz), Bob Skeat (baixo), Ben Granfelt (guitarra) e Ray Weston (bateria). O último registro lançado foi “Bona Fide” (2002).

Abaixo, o que muitos consideram o melhor Rock de todos os tempos:, “The Way of the World”, também registrada no álbum “Live Dates II (1980):

20100424the stand 207x300 Wishbone Ash: Rainstorm

(Fonte: femalefirst.co.uk)

Andy Powell (guitarra e vocal), Laurie Wisefield (guitarra), John Wetton (baixo e teclados) e Steve Upton (bateria) tocando uma música do álbum “Number the Brave” (1981), que foi inspirado na obra do escritor Stephen King, “The Stand” (foto acima).

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