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therunaways 300x270 The Runaways: onde tudo começou

The Runaways

A primeira grande banda de Rock formada só por mulheres surgiu na Califórnia , em 1975. Foi assim:

Joan Jett (guitarra base e voz) era uma menina de 12 anos que após assistir ao seu primeiro show de Rock teve certeza do que era aquilo que queria fazer quando crescesse; pediu uma guitarra e um amplificador de aniversário e, praticamente sozinha, aprendeu a tocar acompanhando os discos na vitrola.

Sandy West (bateria) era sempre a única garota das bandas que participava, por isso, tocava com muita energia e disposição para escapar do preconceito. Admiradora de John Bohan (baterista do Led Zeppelin) e de grupos como o Aerosmith e The Monkeys, teve a vida mudada quando conheceu o empresário Kim Fouley.

Fouley teve a idéia de formar uma banda só de mulheres; apresentou Joan, então com 15 anos, a Sandy e chamou Micki Steele (baixo). A banda começou a fazer shows e, em 1976, a belíssima Lita Ford (guitarra solo) de 16 anos e Cherie Currie (vocal) entram para o grupo. Micki é substituída por Jackie Foxx; era a formação clássica da The Runaways.

A banda fez muito sucesso, principalmente depois que abriu shows do Van Halen e Ramones nos EUA, Japão e Europa, tendo gravado 5 álbuns e lançando algumas coletâneas. O grupo se dissolveu em 1979, mas a sua influência ficaria marcada na história do Rock, incentivando várias mulheres a montarem suas bandas.

Lita Ford fica mais bonita a cada ano e também construiu uma vitoriosa carreira solo, tendo aberto a porta de vez para que outras grandes guitarristas surgissem no cenário do Rock. Micki Steele entrou para a banda The Bangles, em 1980. Sandy West faleceu em 2006, aos 47 anos.

Joan Jett foi a que fez mais sucesso junto com sua nova banda, “The Blackhearts”, ganhando 8 álbuns de platina e de ouro, conseguindo emplacar hits mundiais como “I Love Rock n’ Roll” e “Do You Wanna to Touch me”. Além de boa cantora, compositora e guitarrista, Joan também é considerada líder e visionária.

Alguns hits da The Runaways: “Schooldays”, “I Love Playin With Fire”, “Cherry Bomb”, “Rock n’ Roll” e “Neon Algels on The Road to Ruin”. Mais detalhes sobre essa importante banda da história do Rock n’ Roll você encontra clicando aqui. Abaixo, a banda sem Cherie Currie e com Joan Jett no vocal tocando “Mama Weer All Crazee Now”:


468x60 instrumentos The Runaways: onde tudo começou

moscowmusicpeacefest1 247x300 Rock n Roll e liberdade de expressão   II

Na antiga União Soviética não havia liberdade de expressão, liberdade de imprensa, possibilidade de se fazer oposição ao regime e muito menos democracia. Também não era permitido dançar em shows e todo mundo era obrigado a assistir aos concertos sentadinhos, hehe! Como são ridículas as ditaduras!

Mas tudo isso começou a mudar quando o Heavy Metal entrou na história. Foi assim: em agosto de 1989 foi realizado um festival de Rock em Moscow, que contou com grandes bandas dos Estados Unidos (Bon Jovi, Motley Crue, Cinderella e Skid Row), Grã Bretanha (Ozzy Osbourne), Alemanha (Scorpions) e U.R.S.S. (Gorky Park).

O Moscow Music Peace Festival foi organizado pelo empresário do Bon Jovi e do Motley Crue, Doc McGhee, junto com a “Make a Diference Fundation”. Pregava a colaboração mundial no combate às drogas na Russia e a paz mundial. Houve alguma ciumeira por causa do destaque dado ao Bon Jovi, mas o festival foi um sucesso e recebeu mais de 100.000 pessoas por dia.

O Estádio Lenin reuniu pela primeira vez os jovens russos sedentos por Rock n’ Roll e liberdade para ficar de pé, dançar, gritar, acenar etc. Uma festa maravilhosa que marcou a chegada da globalização àquele país (antes fechadíssimo para a cultura ocidental), o início da marcha rumo à democracia e à ruína do sistema comunista.

Cada grupo tocou 6 músicas e no final de cada um dos 2 dias do festival os músicos fizeram um jam session com músicas de Elvis Presley e Led Zeppelin. O empresário Doc McGhee levou um soco do baterista do Motley Crue e foi demitido. Dois anos depois, em 1991, a U.R.S.S. seria dissolvida e a democracia chegaria à Russia, finalmente.

Ozzy é um cara incompreendido por alguns fundamentalistas que pensam que ele é satanista ou uma pessoa má, mas não é nada disso; é um artista excelente, que interpreta um papel tão eficientemente que confunde os de cabeça fraca. Afinal, ele é um cara do bem e que jamais fez mal a uma mosca. Ruim era quem quis proibir ou censurá-lo.

Os concertos históricos viraram dois DVDs que tem ainda faixas bônus com as bandas tocando covers de clássicos do Rock (The Who, Jimmy Hendrix, Thin Lizzy, Sex Pistols, Janis Joplin e Tommy Bolin), além da participação do baterista Jason Bohan, filho do fundador do Led Zeppelin, John Bohan, levando “Moby Dick”.

Abaixo, Ozzy Osboune (vocal) leva “Paranoid”, do Black Sabbath, acompanhado de Zakk Wylde (guitarra), Geezer Butler (baixo), Randy Castillo (bateria) e John Sinclair (teclado) para uma galera enlouquecida e calorosa no Estádio Lenin:


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