Sonic Temple é o quarto álbum da banda e consolidou uma guinada definitiva em direção ao Hard Rock, onde excelentes solos de guitarra são fundamentais nessa que talvez seja a área mais nobre da música popular.
Esse importante disco marca também a despedida do grande baixista Jamie Stewart, que resolveu pular fora do conjunto devido às constantes brigas entre Ian e Billy (já superadas, felizmente).
Comemoramos os 20 anos do lançamento do álbum do The Cult,’Sonic Temple’, o qual foi muito bem produzido por Bob Rock. Este é também o primeiro álbum que o inspirado guitarrista da banda gravou com uma Gibson Les Paul, registrada na capa do CD (abaixo).
Aqui, Billy DuffY (guitarra), Ian Astbury (vocal), Jamie Stewart (baixo) e Mickey Curry (bateria) mostram a força do seu som em “Wake Up Time For Freedom”:
Em 2002, Ian Astbury (vocal ), Ray Manzarek (teclado), John Desmore (guitarra) e Stewart Copeland (bateria) formaram o The 21st Century Doors para tocarem os clássicos do The Doors. Copeland saiu logo no início do projeto e Ian voltou para o Cult. Contudo, a banda continua na ativa com o nome The Doors (Riders of the Storm), agora com Brett Scallions no vocal.
O Cult já passou por várias fases e formações das quais participaram 16 músicos, mantendo, no entanto, o núcleo; Ian Astbury e os riffs de Billy Duffy. Isso conferiu à cada álbum um feitio diferente e, ao mesmo tempo, a fidelidade ao bom e verdadeiro Rock, que nunca prescinde de belos solos de guitarra. O grupo já foi considerado gótico e o estilo Dark marcou também grande influência no visual e nas letras:
Ian Astbury é o vocalista da banda The Cult e nasceu em Liverpool, Inglaterra, no dia 14 de maio, de 1962. Além da descendência britânica tem também ancestrais indígenas, o que provavelmente foi um fator decisivo para que o cantor se aproximasse da cultura nativa americana. Sempre foi fã de Rock e a sua primeira influência foram os Beatles.
Assim como Jim Morrison, Astbury inspirou-se – em suas composições e em seu visual -, fortemente, em símbolos e mitos de tribos americanas. Esse fato e o seu carisma foram determinantes para que o cantor assumisse o disputadíssimo lugar de Morrison no The Doors (rebatizado por causa de problemas judiciais, The Doors of the 21 st Century).
A excursão mundial do The Doors of the 21 st Century foi um estondoso sucesso – com o vocalista fazendo bonito em clássicos do Rock como “Light my Fire” e “LA Woman”. Já o Cult, está na ativa a mais de 25 anos e vem sempre ao Brasil, já que os caras adoram tocar aqui, onde tem inúmeros fãs. Ian Astbury de certa forma sintetiza o espírito do Rock n’ Roll: talento, rebeldia e atitude.
Clicando aqui você fica sabendo como foi o show do The Cult, em março, no Rio de Janeiro. Abaixo, o incansável Ian Astbury (que também adora futebol) acompanhado de Billy Duffy (guitarra), Matt Sorum (bateria) e Craig Adams (baixo) arrebentando, ao vivo, no Reino Unido; The Cult e o classic rock “Love Removal Machine”:
De acordo com a concepção budista, o Nirvana seria uma superação do apego aos sentidos e da ignorância e a superação da existência, que é pura ilusão.
NIRVANA
“Eu flutuo dia e noite, a maior parte do tempo
Até pendurar minha tristeza em um prego em sua parede
Choveu flores quando a música começou
O amor (está) em toda parte quando a música é alta
A cada dia, Nirvana
Sempre assim
Gostaria que todos os dias fossem como Nirvana
Sempre assim
Não estou procurando garotas
Ou emoções baratas e pílulas
Sempre assim
Gostaria que todos os dias fossem como Nirvana
Sempre assim, a cada dia
Como o sol Nirvana
Sempre assim”
(Ian Astbury)
Abaixo, Ian Astbury (vocal), Billy Duffy (guitarra solo), Jamie Stewart (guitarra base), Kid Chaos (baixo) e Les Warner (bateria) com a música que abre o clássico disco “Love” (1985):
Verão de 1965 na Califórnia, o então estudante de cinema da UCLA, Ray Manzarek, encontra um colega de universidade sentado, sozinho na praia, escrevendo uma poesia. Pede então para recitá-la, o que o poeta faz com alguma timidez:
“Let’s swim to the moon, uh huh
Let’s climb through the tide
Penetrate the evenin’ that the
City sleeps to hide
Let’s swim out tonight, love
It’s our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive
Let’s swim to the moon, uh huh
Let’s climb through the tide
Surrender to the waiting worlds
That lap against our side
Nothin’ left open
And no time to decide
We’ve stepped into a river
On our moonlight drive
Let’s swim to the moon
Let’s climb through the tide
You reach your hand to hold me
But I can’t be your guide
Easy, I love you
As I watch you glide
Falling through wet forests
On our moonlight drive, baby
Moonlight drive
Come on, baby, gonna take a little ride
Down, down by the ocean side
Gonna get real close
Get real tight
Baby gonna drown tonight
Goin’ down, down, down”.
O inteligentíssimo Ray ficou perplexo! Exclamou que nunca tinha ouvido uma poesia melhor, que seria perfeita para uma letra de Rock e o convida para formarem uma banda. O poeta era ninguém menos do que Jim Morrison, futuro ícone de uma geração de roqueiros.
A eles juntaram-se John Densmore (bateria) e Robby Krieger (guitarra), Manzarek faria o baixo com o teclado. Assim, Ray e Jim abandonaram o cinema e formaram uma das maiores bandas de Rock dos Estados Unidos e que influenciaria milhares de pessoas, nos anos seguintes: The Doors…
Vários anos após a morte trágica de Jim, Ray surpreendeu os fãs e, em 2002, tentou uma reunião com os remanescentes, no entanto o baterista original, John Densmore declinou do convite alegando problemas auditivos e indicou Stewart Copeland (ex-The Police) para o seu lugar.
Para o posto de vocalista chamaram Ian Astbury (The Cult) que tem o Rock n’ Roll no sangue e, assim como Morrison, cultiva uma admiração quase espiritual pelas tribos indígenas norte americanas. Ian é o cara certo no lugar certo.
Contudo, os herdeiros de Jim Morrison impediram que usassem o nome The Doors e eles passaram a se chamar The Doors of 21 st Century. Além disso, Copeland quebrou o braço andando de bicicleta e saiu da banda, que convocou então o batera Ty Dennis.
The Doors of 21 st Century se apresentam no Brasil este ano, no dia 18 de abril, em São Paulo (confira aqui) e, possivelmente, em outras cidades. Abaixo, um vídeo raro com a banda tocando “Light my Fire” com Ian Astbury e Stewart Copeland na TV americana: