Muitos consideram que o o Rock and Roll surgiu quando Chuck Berry (vocal e guitarra) e a sua banda – Johnnie Johnson (piano), Willie Dixon (baixo) e Fred Below (bateria) – juntaram o Blues e a Country Music, fazendo um som dançante e inovador, em meados da década de 50.
Berry nasceu e cresceu em Saint Louis (EUA) no dia 18 de outubro de 1926 e começou a tocar influenciado por Muddy Watters, Nat King Cole e Louis Jordan. Depois do estouro do Rock and Roll, foi ele quem influenciou os grandes nomes do gênero como Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones, Animals e Eric Clapton, entre outros.
O guitarrista dos Stones, Keith Richards, por exemplo, foi fortemente influenciado, chegando a admitir ter copiado todos os acordes, além de muitos dos riffs do Pai do Rock and Roll. Abaixo, a clássica canção de Nat King Cole, “Route 66″, em versão envenenada:
Depois do encontro registrado no último post, tivemos este: o dia é 4 de dezembro de 1956 e o local é o estúdio da Sun Records. Os amigos Elvis Presley, Carl Pernins, Jerry Lee lewis e Johnny Cash verdadeiras lendas do Rock n’ Roll reúnem-se para uma agradável jam session, onde são tocadas e registradas quase 40 canções ( na maioria Gospel Music).
Esse momento histórico e mágico com grandes mestres, que ajudariam a mudar a história da música – e de toda a cultura do século XX- seria registrada no disco “The Million Dollar Quartet”.
Abaixo; Elvis, Carl, Jerry e Johnny Cash (que não cantou em nenhuma música desse disco histórico, apenas tocou violão) com “Just a Little Talk with Jesus”, no dia em que Deus abençoou o Rock:
Aqui temos um vídeo raro feito por um fã, na década de 50, com alguns dos pioneiros do Rock n’ Roll. Podemos ver Elvis Presley (provavelmente em sua primeira aparição em vídeo) acompanhado de sua banda e de amigos, numa noite de sábado, no Texas:
Carl Perkins, autor do mega-hit “Blue Suede Shoes”; o jovem Johnny Cash, que acabara de gravar o primeiro disco e Buddy Holly antes de formar a sua famosa banda, The Crickets.
Confiram:
Na antiga União Soviética não havia liberdade de expressão, liberdade de imprensa, possibilidade de se fazer oposição ao regime e muito menos democracia. Também não era permitido dançar em shows e todo mundo era obrigado a assistir aos concertos sentadinhos, hehe! Como são ridículas as ditaduras!
Mas tudo isso começou a mudar quando o Heavy Metal entrou na história. Foi assim: em agosto de 1989 foi realizado um festival de Rock em Moscow, que contou com grandes bandas dos Estados Unidos (Bon Jovi, Motley Crue, Cinderella e Skid Row), Grã Bretanha (Ozzy Osbourne), Alemanha (Scorpions) e U.R.S.S. (Gorky Park).
O Moscow Music Peace Festival foi organizado pelo empresário do Bon Jovi e do Motley Crue, Doc McGhee, junto com a “Make a Diference Fundation”. Pregava a colaboração mundial no combate às drogas na Russia e a paz mundial. Houve alguma ciumeira por causa do destaque dado ao Bon Jovi, mas o festival foi um sucesso e recebeu mais de 100.000 pessoas por dia.
O Estádio Lenin reuniu pela primeira vez os jovens russos sedentos por Rock n’ Roll e liberdade para ficar de pé, dançar, gritar, acenar etc. Uma festa maravilhosa que marcou a chegada da globalização àquele país (antes fechadíssimo para a cultura ocidental), o início da marcha rumo à democracia e à ruína do sistema comunista.
Cada grupo tocou 6 músicas e no final de cada um dos 2 dias do festival os músicos fizeram um jam secion com músicas de Elvis Presley e Led Zeppelin. O empresário Doc McGhee levou um soco do baterista do Motley Crue e foi demitido. Dois anos depois, em 1991, a U.R.S.S. seria dissolvida e a democracia chegaria à Russia, finalmente.
Ozzy é um cara incompreendido por alguns fundamentalistas que pensam que ele é satanista ou uma pessoa má, mas não é nada disso; é um artista excelente, que interpreta um papel tão eficientemente que confunde os de cabeça fraca. Afinal, ele é um cara do bem e que jamais fez mal a uma mosca. Ruim era quem quis proibir ou censurá-lo.
Os concertos históricos viraram dois DVDs que tem ainda faixas bônus com as bandas tocando covers de clássicos do Rock (The Who, Jimmy Hendrix, Thin Lizzy, Sex Pistols, Janis Joplin e Tommy Bolin), além da participação do baterista Jason Bohan, filho do fundador do Led Zeppelin, John Bohan, levando “Moby Dick”.
Abaixo, Ozzy Osboune (vocal) leva “Paranoid”, do Black Sabbath, acompanhado de Zakk Wylde (guitarra), Geezer Butler (baixo), Randy Castillo (bateria) e John Sinclair (teclado) para uma galera enlouquecida e calorosa no Estádio Lenin:
Hoje é aniversário de nascimento de George Harrison, um grande guitarrista, cantor, compositor e humanista. Esse pisciano nasceu em Liverpool (Inglaterra) e alcançou o reconhecimento quando participou da banda de Rock mais importante de todos os tempos.
George estudava no mesmo colégio que Paul MacCartney e os dois pegavam ônibus juntos, todos os dias. O encontro dos gênios foi inevitável. Depois, George foi apresentado por Paul a John Lennon, que o convidou a ingressar na bandinha deles: Quarrymen.
Mudaram o nome do grupo para The Beatles e, algum tempo depois, transformaram a cultura do século XX. Contudo, George não conseguiu muito espaço para suas composições, por causa da quantidade de material de qualidade produzida pela dupla Lennon-McCartney.
O autor se clássicos como “Something” (regravada por Elvis e Frank Sinatra, entre outros), “While My Guitar Gently Weeps”, “Here Comes The Sun” etc foi o responsável por apresentar a cultura indiana aos “Fab Four”, o que influenciaria fortemente o trabalho do grupo.
Com o fim dos Beatles, em 1970, o caçula da banda daria continuidade a sua carreira solo (já lançara 2 álbuns, anteriormente) com o maravilhoso disco “All Things Must Pass” (1970) que contou com a participação de Bob Dylan, Eric Clapton, Ringo Starr, Peter Frampton e Billy Preston. Um sucesso.
A partir daí a carreira do ex-beatle oscilou entre grandes trabalhos, outros nem tanto, acusação de plágio e brigas intermináveis nos tribunais. Harrison era um homem de fé, além de precursor dos concertos beneficentes, tendo organizado o histórico “Concert For Bangladesh” (1971).
Abaixo, a música “Thanks For The Pepperoni”, com a participação sempre especial do amigo Eric Clapton (“dividiram” até a esposa, mas isso é uma outra história). A imagem é da capa do primeiro LP Triplo da história do Rock (que depois virou um CD duplo), “All Things Must Pass”:
David Bowie nasceu em Londres em 8 de janeiro de 1947 (dia do aniversário de Elvis Presley) e começou a carreira musical em 1962 com a banda The Conrads. Ao longo da carreira, já vendeu mais de 136 milhões de discos, o que, definitivamente, não é para qualquer um. Seu disco mais conhecido é “Let’s Dance”, com Steve Ray Vaughan (guitarra) e Omar Hakim (bateria).
Idolatrado na Europa onde trabalhou até a trilha sonora do filme “Cristiane F.” e nos EUA onde já atuou como ator, em diversos filmes, este “camaleão” já passeou por diversos estilos como Rock N’ Roll, Pop, Folk, Rhythm and Blues e Soul. Também encarnou um personagem inesquecível chamado Ziggy Stardust, de 1969 a 1973.
No Brasil, Bowie só ficou conhecido pelo grande público, na década de 80, quando participou da música “Under Pressure”, do Queen. Em 1989, ele formou o Tin Machine, um grupo de Rock and Roll visceral com muita microfonia e guitarras distorcidas, quando gravou a excelente faixa “Under the God”.
Sempre na vanguarda cultural, buscando novidades, contestando, inovando e criando conceitos musicais, apoiados na sua bela voz, Bowie já veio, inclusive, ao Brasil algumas vezes: a trabalho e a passeio. Certa vez, chegando à base do Pão de Açúcar, foi impedido de furar a fila com a sua esposa e disparou contra a falta de cultura brasileira.
Abaixo, Bowie e o Tin Machine, em 1991, na Alemanha: