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20110319jimmy london Jimmy London, do Matanza, detona bandas viadinhas

rockroad.com.br

Em entrevista para o site “Tenho Mais Discos Que Amigos !” (TMDQA!), concedida no dia 14 de fevereiro, o vocalista da banda carioca Matanza falou sobre o disco novo, as composições, as turnês e sobre o cenário apavorante (pelo menos para mim!!!) do atual Rock tupiniquin. Confira, abaixo, trechos da excelente entrevista com o colossal Jimmy London:

ENTREVISTA COM JIMMY LONDON

TMDQA!: Cinco anos se passaram desde o último disco de inéditas da banda. O que mudou de lá pra cá e como o Matanza se sente para o lançamento de “Odiosa Natureza Humana”?

Jimmy: O mais legal é exatamente isso: não mudou absolutamente nada. Eu continuo um cara cheio de piadas sem graça, o China so sabe falar merda e o Donida continua fazendo as músicas todas sozinho. Excelente nosso método de trabalho, e estamos nos sentindo como calouros lançando o primeiro disco.

(…)

TMDQA!: Muito já aconteceu com o Matanza (e com várias outras bandas independentes brasileiras) pelo fato de seus integrantes precisarem de um trabalho “normal” e conciliar a banda com ele. Isso ainda continua? É possível viver de rock no país do samba?

Jimmy: A maioria de nós vive do Matanza. Na verdade, a escolha do Donida em não viajar se deve ao fato do trabalho dele exigir um esquema de “plantão”. Ele não pode simplesmente estar viajando e deixar pra segunda feira, porque as agências de propaganda trabalham assim. E também porque ele prefere não viajar, é uma questão de preferência pessoal.

(…)

TMDQA!: A cena musical brasileira hoje é um tanto quanto estranha. Quando eu era moleque, vivi uma época em que o maior nome do mainstream era o Raimundos, com seu hardcore e palavrões infinitos. Hoje o maior nome do mainstream é uma banda de moleques que tem muito menos culhões e mais calças coloridas que amigos (trocadilho infame com o nome do site. he). O que você acha que levou a isso e como vê o futuro do “rock” brasileiro nos próximos anos?

Jimmy London: Moda é moda. Sempre vai ter. Você pode não lembrar, mas certamente também tinha uma banda viadinha fazendo sucesso na época dos Raimundos. Mas de qual das duas você se recorda? Qual das duas entrou pra historia?”

(…)

TMDQA!: Você tem mais discos que amigos?

Jimmy: Se eu tivesse só um disco, já teria mais discos que amigos.”

Abaixo, “Remédios Demais”, do novo disco “Odiosa Natureza Humana” (2011):

matanza O Último Bar   sugestão de um leitor deste blog

Matanza no seu habitat

O leitor Franco fez uma excelente sugestão, o vídeo “O Último Bar”, novamente com o Matanza.

Antes, uma correção: Nelson Motta, leitor do Blog do Reinaldo Azevedo (que não é especialista em música, apenas foi se divertir no show do Elton John com a Dna Reinalda), disse que a baladona anti-comunista “Nikita” não é de autoria de Elton John e sim de seu antigo parceiro Bernie Taupin. Nelson Motta sabe tudo de Rock e de música em geral.

Abaixo, Matanza levando, ao vivo, “O Último Bar”:


468x60 instrumentos O Último Bar   sugestão de um leitor deste blog

matanza1 O Matanza não faz Pop Rock

Os músicos do Matanza não se vendem, fazendo baladinhas ou musiquinhas comerciais mas, para isso, precisam buscar o seu sustento trabalhando fora da banda, simultaneamente, e não dependem só da vendagem de CDs ou de shows para se manterem. Assim esperam conservar a independência. Os fãs agradecem!

O Matanza já lançou 6 CDs, sendo um demo, um ao vivo (pela MTV) e um de regravações homenageando o ídolo, Johnny Cash. A banda também foi convidada a participar de algumas coletâneas e de um tributo aos Secos e Molhados (banda inovadora de Ney matogrosso, dos anos 70), cantando “El Rey”.

A discografia completa e a agenda de shows da banda está aqui:
http://www.matanza.com.br

Abaixo, a ótima “Clube dos Canalhas”:


468x60 cds O Matanza não faz Pop Rock

matanza 2 Matanza é excelente

Matanza

Uma das melhores e mais originais bandas brasileiras da atualidade é a carioca Matanza. Formada por Jimmy London (vocal), Donida (guitarra), China (baixo) e Jonas (bateria), é como um whiskey do Tenense, sem gelo, ou melhor; é Rock N’ Roll em seu estado bruto, tanto no som quanto na atitude.

Ao contrário de grupinhos bundas-moles como Skank e J Quest, que se dizem roqueiros (apenas porque é cool) mas fazem pop brega, o Matanza passa longe, mas muito longe mesmo do Pop Rock e mais longe ainda do “politicamente correto”. Personalidade faz toda a diferença quando se faz Rock.

Os caras do grupo se auto-definem como Folk Core, pois seu som, além de ser influenciado pelo Folk do lendário Johnny Cash, mistura Hardcore, Heavy Metal e Hard Rock. O resultado é excelente, em grande parte pelo carisma do gigante vocalista, mas também pelo talento dos músicos.

Depois, falarei mais desses malucos. Abaixo, um vídeo engraçado feito por fã com a música “Eu Não gosto de Ninguém”:


468x60 instrumentos Matanza é excelente

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