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Ontem, a Disney anunciou a compra da Marvel por US$ 4 bilhões e muitos fãs dos épicos super-heróis ficaram preocupados com uma possível padronização dos personagens – talvez estivessem temendo a entrada do Super-Pateta nos Vingadores, sei lá.

Contudo, até mesmo Stan Lee, o co-criador de diversos personagens – Hulk, Thor, Capitão-América etc, além do uniforme do Homem-Aranha -, aprovou a “Disneyficação” dos clássicos personagens Marvel.

No site G1:

“Stan Lee, co-autor de muitos dos mais famosos personagens da Marvel, aprovou a aquisição da empresa pela Disney e dissipou temores de que o conglomerado do entretenimento possa enfraquecer a mitologia das HQs..”

Abaixo, James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) no Metallica, com o clássico do Black Sabbath, “Iron Man”:

Depois de dedicar toda uma semana às principais bandas femininas e às mulheres mais influentes do Rock, algumas injustiças foram cometidas, é claro. Seria impossível não cometê-las em tão pouco tempo, por isso ficaram de fora Chrissie Hynde, Tina Turner, Melissa Eterige, Go Go’s, The Bangles etc, além das brasileiras Sempre Livre e Pitty, entre outras.

Hoje eu vou tentar desfazer uma dessas injustiças destacando oThe Cardigans, que é uma banda sueca a qual fez algum sucesso no Brasil, durante a década de 90, principalmente por causa do hit “Lovefool”, incluído na trilha sonora do filme “Romeu e Julieta”. A sua linda vocalista é uma das mais belas da história do Rock.

O grupo foi formado por 5 estudantes de Jonkoping, uma pequena cidade da Suécia, que movidos pelo mesmo amor ao Hard Rock, decidiram montar uma banda. Partiram para Malmo – terceira maior cidade do país – onde conseguiram maior visibilidade e gravaram a música “Rise and Shine”, por um selo independente. Logo em seguida, em 1994, assinaram com uma grande gravadora sueca e lançaram, o primeiro álbum, “Emmerdale”, que foi considerado pela crítica local o melhor daquele ano.

Nina Persson (vocal), Peter Svensson (guitarra), Bengt Lagerberg (bateria), Magnus Sveningsson (baixo) e Lars-Olof Johansson (teclados) já gravaram ao todo 6 álbuns e venderam milhões de cópias, principalmente na Europa, Japão e EUA. Fizeram também regravações do Black Sabbath – “Sabbath Bloody Sabath” e “Iron Man”.

A originalidade é uma das principais virtudes dessa banda e o provável motivo de ela ter sido tão mal divulgada no Brasil. Algumas boas rock songs: “Erase Rewind”, “For What is Worth”, “Explode”, “Rise and Shine”, “Give me Your Eyes”, “Hanging Around” e “You’re The Storm”. Os vídeos do grupo são sempre muito bem dirigidos e fotografados, pura arte. O grupo teve um clip censurado na Europa, “My Favourite Game” – abaixo, sem cortes:


Ozzy sendo "fichado"

No mundo artístico são comuns as brigas judiciais que podem surgir por plágio, disputas autorais, indenizações etc. Mas até que ponto um artista pode ser responsabilizado sobre as possíveis influências e os efeitos de uma obra polêmica? Esta é sem dúvida uma questão intrigante e que já gerou muito pano-pra-manga, como vocês verão.

Em setembro de 1980 Ozzy Osbourne lançava o seu primeiro álbum solo, após sair do Black Sabbath, “Blizzard of Ozz” (um trocadilho com “The Wizzard of Oz” – ou “O Mágico de Oz”), que vendeu só nos EUA mais de 4 milhões de cópias e continha músicas que se tornariam clássicos do Heavy Metal como “Crazy Train” e “Mister Crowley”.

O excelente disco trouxe também a mais polêmica canção da história do Rock: “Suicide Solution”, feita a partir de riffs do grande guitarrista Randy Roads, com letra do baixista Bob Daisly. Fazia alusão ao alcoolismo que consumia Osbourne e que havia vitimado o vocalista do AC/DC, Bon Scott. A palavra “solution” (“solução”) estava empregada com significado de substância, no caso o álcool.

Tudo ia bem, até que em outubro de 1984 o adolescente John McCollum se suicidou com um tiro na cabeça, aos 19 anos, após ouvir a canção. Os pais do jovem levaram Ozzy e a CBS Records aos tribunais, em janeiro de 1986, alegando que “solution” significaria “resolver um problema”. A acusação queria responsabilizar o cantor e a gravadora por “encorajar comportamento auto-destrutivo”.

No entanto, a defesa conseguiu provar que John sofria de depressão e fora negligenciado, além disso a “Primeira Emenda” Constitucional garante a todos os cidadãos total liberdade de expressão nos Estados Unidos. A Justiça deu ganho de causa para Ozzy e a CBS. Ponto para a democracia.

Mas não acabou por aí; outro jovem fanático por Metal atirou contra a própria cabeça com uma espingarda calibre 22. Os pais processaram novamente Ozzy, além das bandas favoritas do adolescente: Black Sabbath, AC/DC, Judas Priest e Motley Crue. É claro que o alvo principal foi a banda de Osbourne e “Sucicide Solution”, outra vez.

Nova vitória da Constituição americana e da liberdade de expressão. Só que em 1986 o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake processaram mais uma vez Ozzy Osbourne, desta vez requerendo direitos autorais sobre dois discos: “Blizzard of Ozz” e “Diary of a Madman”. O “Senhor das Trevas” desta vez perdeu a batalha jurídica.

Relançados em 2002, os dois discos foram re-mixados com dois novos músicos, Robert Trujillo (baixo) e Mike Bordin (bateria), o que causou revolta em muitos fãs de longa data, que alegaram que nada fora informado nos créditos dos CDs.

Abaixo, Ozzy leva “Sucide Solution” com Randy Roads (guitarra), Rudy Sarzo (baixo) e Tommy Aldridge (bateria):


Por Hardy Saddy:

Hoje Frank Anthony Iommi (Tony Iommi ) completa 61 anos ‘macabros’ e bem sucedidos de uma vida dedicada ao Heavy Metal, do qual acredita-se que foi o fundador juntamente com seus outros ex-companheiros do Sabbath.

Na verdade o Black Sabbath não existiria não fosse essa figura, tanto por seu estilo personalíssimo de tocar e compor como por ser ele o único membro original presente em todas as diversas formações da banda.

Entre as curiosidades sobre ele está o fato de ter tido parte dos dedos da mão direita (ele é canhoto) amputados por um acidente ainda na adolescência, mas que encorajado por um amigo, não desistiu de sua trajetória musical.

É também no mínimo curioso o fato de que, em alguns dos primeiros discos do Sabbath (ainda com Ozzy Osbourne), havia uma bela ‘balada’ (geralmente acústica) de sua autoria contrastando com a pauleira irrestrita do resto.

Tony Iommi se apresenta em São Paulo, dias 15 e 16 de maio, no Credicard Hall, juntamente com seus colegas do Black Sabbath, Geezer Butler (baixo), Vinny Appice (bateria) e Ronnie James Dio (vocal). O Show faz parte da turnê “Heaven and Hell”.

Abaixo, esta formação do B.S. levando “Heaven and Hell”:


A formação atual do Kiss e o campeão de fórmula 1, Lewis Hamilton

A formação atual do Kiss e o campeão de fórmula 1, Lewis Hamilton (Fonte: Site Oficial)

O Kiss foi formado em 1973 por Genne Simmons (baixo e voz) e Paul Stanley (guitarra e voz), nos EUA. Os dois eram moradores do Queens, em Nova York, adoravam Rock e queriam formar uma banda para pegarem muitas gatinhas e ganharem muito dinheiro. Bastante inteligentes e perseverantes, foram atrás do sonho com muita garra.

Para isso, puseram um anúncio num jornal convocando um guitarrista. Eis que apareceu um cara muito mal vestido tentando furar a fila, era Ace Frehley (guitarra). No teste, o maluco arrebentou e foi imediatamente incorporado à banda. Peter Cris (bateria) apareceu respondendo a um anúncio na Rolling Stone Magazine.

Músicos escolhidos, o segundo passo seria construir um visual chamativo para atrair as atenções. Inspirados em Alice Cooper e no New York Dolls, adotaram a maquiagem – hoje a sua marca registrada. Assim como os super-heróis, passaram a ter uma identidade secreta: The Demon, The Starchild, Spaceman e The Catman.

Superando todas as espectativas, venderam mais de 100 milhões de discos. Muitas formações se sucederam (mas sempre mantendo o núcleo Genne Simmons- Paul Stanley) e vários músicos tocaram na banda como: Bruce Kulick e Vinnie Vincent, além dos já falecidos Mark St. John e Eric Carr. Hoje, Eric Singer (The Catman) e Tommy Thayer (The Spaceman) integram a banda.

Algumas das bandas que já abriram shows para o Kiss:
AC/DC, Rush, Black Sabbath, Iron Maiden, Guns n’ Roses, Scorpions, Uriah Heep, Bon Jovi e a brasileira Erva Doce, entre outras. É mole?
Aqui, um trecho da entrevista de Genne Simmons na Rolling Stone:
http://www.rollingstone.com.br/edicoes/28/textos/3606/

Abaixo, “Detroit Rock City”, com a formação original, em 1998.


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