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squire 240x300 Chris Squire: monstro do Prog Rock

O mestre Chris Squire

Era uma vez um aristocrata inglês que gostava de ouvir Beatles e tomar uns drinks até altas horas. Certo dia, quando o clube que frequentava estava quase fechando, Squire ouviu uma voz de soprano que se assemelhava a de um garotinho, algo angelical. Era o faxineiro cantarolando.

Assim, ele conheceu Jon Anderson e o convidou a formarem o que viria a ser um dos maiores grupos de Rock Progressivo de todos os tempos e que influenciaria várias bandas importantes, do nipe da canadense Rush e da brasileira Mutantes, entre outras tantas.

O Yes lançou o primeiro disco a 40 anos, em 1969 (quando dividiram como Led Zeppelin o destaque de melhor banda revelação daquele ano) e hoje, dia 4 de março, Chris Squire completa 61 anos – ainda na ativa, preferencialmente com o seu baixo Rickenbacker 4001 “envenenado”.

O som grave do contrabaixo deste monstro do Rock é inconfundível e faz, literalmente, o chão tremer, durante os shows. No Rock in Rio, muitos jornalistas contam que as cabines da imprensa começaram a chacoalhar, quando Squire começou a tocar.

Pessoalmente, posso dizer que já vi 4 concertos arrasadores e emocionantes (ao mesmo tempo!) do Yes, banda que já teve diversas formações – mas sempre o mesmo baixista genial, irreverente, orgulhoso, incomparável…

Abaixo, o Yes na turnê “Union”, que contou com o aniversariante de hoje, além de: Jon Anderson (vocal), Steve Howie (guitarra), Trevor Rabin (guitarra), Rick Wakeman (teclados), Tony Kaye (teclados), Bill Brufford (bateria Simons) e Alan White (bateria acúsitica). A música é “Heart of the Sunrise”:


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genesis3 Genesis: segunda fase (sem Peter Gabriel)

O Genesis segiu em frente mas nunca abandonou os antigos sucessos

Depois da saída de Peter, que iniciou uma igualmente brilhante carreira solo, Phil Collins assumiu o vocal. Para as baquetas, foi convocado o excepcional Bill Bruford (ex-Yes e King Crimson). Este seria substituído pelo ex-baterista do Weather Report e da banda de Frank Zappa, Chester Thompson.

Dois anos após a saída de Gabriel, foi a vez do guitarrista Steve Hackett pular fora, em 1977. Para o seu lugar foi chamado o polivalente Daryl Stuermer. Steve juntou-se ao seu xará, Steve Howie (ex-guitarrista do Yes) e formaram o GTR. Depois, Hackett seguiu carreira solo.

O Genesis passa a ser um trio e nas gravações em estúdio Phil grava a voz e a bateria, Mike fica com a guitarra e o baixo enquanto que Tony costura as harmonias nas teclas. Ao vivo, Rutherford divide o baixo e a guitarra com Sutermer e Chester Thompons fica na batera.

Um dos pontos altos da nova formação durante os shows é quando Phil e Chester tocam, simultaneamente, duas baterias no palco, dando um peso e uma qualidade técnica às novas melodias experimentais que são – ao contrário do que pensam alguns – muitas vezes complexas.

Phil Collins se revelou um grande front man, com uma excelente voz, que usa e abusa do carisma e da interatividade com o público. Com múltiplos talentos (também é ótimo instrumentista, compositor e arranjador), Collins não demorou a fazer uma carreira solo.

Hoje, Phil Collins talvez seja mais conhecido pela nova geração como um cantor Pop do que como o grande baterista do Genesis, que foi influenciado por Buddy Rich. Por causa desse sucesso, o último álbum de estúdio do Genesis, “Calling All Stations” (1997) foi com outro vocalista: Ray Wilson.

Abaixo, o grupo tocando “Abacab” do álbum homônimo (1981), ao vivo, no estádio de Wembley completamente lotado:



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johnwetton 276x300 UK: John Wetton quis aparecer

Por Hardy Saddy:
UK era uma banda de Rock Progressivo, britânica como diz o nome, dos anos 70, e que é pouco conhecida no Brasil. Este power-trio veio da reformulação de um quinteto que contava de início com Bill Bruford (ex-baterista do Yes) e com o incrível guitarrista Alan Holdsworth, mas que ficaram de fora nesta formação, no segundo disco.

Parece ter sido uma cartada de John Wetton (ex-baixista e vocalista do King Crimson e mais tarde do Wishbone Ash e do Asia) para ganhar mais visibilidade e nota-se um apêlo mais pop, contudo, sem abrir mão do instrumental de qualidade com destaque para o tecladista Eddie Jobson (que também arrasa no violino) e para o ainda garoto Terry Bozzio (futuro baterista do Mothers of Invention, de Frank Zappa, e do Missing Persons, já nos anos 80).


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