Sabem a tal vergonha alheia? É o que senti ao ver estas fotos.
(…)
Olhem lá a camiseta do garoto. “The Wall”, do Pink Floyd, em 2011!?!?!? É um álbum de 1979, de quando eu tinha 18 anos — o rapaz ali leva jeito de que já tem mais do que isso. Sempre lembrando que, aos 18, eu tinha carteira de trabalho assinada havia três!!! Se ele está lá chorando no ombro do “véio” em pleno dia útil, alguém ganha a vida por ele: o pai. Alguém paga a sua universidade sem que ele produza um miserável bem: os pobres que trabalham e que jamais estudarão na USP. É, eu confesso que gostava de Pink Floyd em algumas situações que não narrarei aqui. Sabem como é, né? Se o mundo é, assim, tão cruel, gente, então o negócio é o “liberou geral”. Sempre tinha aquela que caía na conversa… Escrevi aos 18, num jornaleco meio alternativo, uma crítica ao álbum: elogiei a música, mas afirmei que me parecia um disco com temática já um tanto superada… Aos 50, vejo lá o nosso revolucionário com o camisetão e cantarolo cá comigo:
We don’t need no education
We don’t need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it’s just another brick in the wall.
All in all you’re just another brick in the wall.
É isto!
Os alunos não precisam mais da educação desses esquerdistas aloprados.
Os alunos não precisam mais do controle ideológico desses celerados.
Ei, esquerdistas, deixem as crianças em paz!
Em tempo: vejo lá a imagem de Mao Tse-Tung no pára-brisa. Pois é… Em que outro lugar do mundo, a não ser em certos nichos das universidades públicas brasileiras, o assassino de 70 milhões de pessoas seria considerado um guia?
Em homenagem o rapaz chorão, o vídeo com a música de Pink Floyd. Chegou a hora de derrubar os muros da mistificação esquerdopata.”









