Archive for fevereiro, 2009


rudysarzo Rock n Roll e liberdade de expressão   I

Rudy Sarzo: livre

Ontem falei de Ozzy Osborne e dos problemas que o Rei do Heavy Metal teve para defender o seu direito de se expressar livremente. Ainda bem que no mundo livre, a separação dos 3 poderes e o respeito à democracia permitem que os artistas tenham total independência para dizerem o que pensam, sobre o que quiserem.

U2, Madonna, Sex Pistols, Neil Young, The Clash, Marilyn Manson ou Bob Dylan jamais seriam o que são sem essa liberdade. O grande baixista de Heavy Metal e Hard Rock, Rudy Sarzo (ex-Ozzy, Quiet Riot, Whitesnake etc), que atualmente toca com Dio, nasceu em Cuba, fugiu com seus pais ainda criança para os EUA e disse:

“Uma das coisas que mais me dão prazer no Rock é o sentimento de liberdade que tenho quando ouço ou quando toco isso. Se vocês derem uma olhada na história dos países comunistas, o Rock está no topo da lista das músicas proibidas. Eu estive tocando em países que foram da Cortina de Ferro e pude ver e compartilhar com fãs, que antes apenas podiam sonhar com aquele momento. Eu nasci num país que se tornou comunista quando eu era uma criança, então, para mim, o Rock representa a liberdade de expressão que eu pude desfrutar, desde que minha família veio para os EUA, em 1961″.

Leia mais no site Dmme.net.

Abaixo, Ronnie James Dio (vocal) com Rudy Sarzo (baixo), Simon Wright (bateria), Doug Aldrich (guitarra) e Scott Warren (teclados) levando o sucesso do Rainbow “Long Live Rock n’ Roll”:


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ozzy osbourne preso Blizzard of Ozz: o disco mais polêmico da história do Rock

No mundo artístico são comuns as brigas judiciais que podem surgir por plágio, disputas autorais, indenizações etc. Mas até que ponto um artista pode ser responsabilizado sobre as possíveis influências e os efeitos de uma obra polêmica? Esta é sem dúvida uma questão intrigante e que já gerou muito pano-pra-manga, como vocês verão.

Em setembro de 1980 Ozzy Osbourne lançava o seu primeiro álbum solo, após sair do Black Sabbath, “Blizzard of Ozz” (um trocadilho com “The Wizzard of Oz” – ou “O Mágico de Oz”), que vendeu só nos EUA mais de 4 milhões de cópias e continha músicas que se tornariam clássicos do Heavy Metal como “Crazy Train” e “Mister Crowley”.

O excelente disco trouxe também a mais polêmica canção da história do Rock: “Suicide Solution”, feita a partir de riffs do grande guitarrista Randy Roads, com letra do baixista Bob Daisly. Fazia alusão ao alcoolismo que consumia Osbourne e que havia vitimado o vocalista do AC/DC, Bon Scott. A palavra “solution” (“solução”) estava empregada com significado de substância, no caso o álcool.

Tudo ia bem, até que em outubro de 1984 o adolescente John McCollum se suicidou com um tiro na cabeça, aos 19 anos, após ouvir a canção. Os pais do jovem levaram Ozzy e a CBS Records aos tribunais, em janeiro de 1986, alegando que “solution” significaria “resolver um problema”. A acusação queria responsabilizar o cantor e a gravadora por “encorajar comportamento auto-destrutivo”.

No entanto, a defesa conseguiu provar que John sofria de depressão e fora negligenciado, além disso a “Primeira Emenda” Constitucional garante a todos os cidadãos total liberdade de expressão nos Estados Unidos. A Justiça deu ganho de causa para Ozzy e a CBS. Ponto para a democracia.

Mas não acabou por aí; outro jovem fanático por Metal atirou contra a própria cabeça com uma espingarda calibre 22. Os pais processaram novamente Ozzy, além das bandas favoritas do adolescente: Black Sabbath, AC/DC, Judas Priest e Motley Crue. É claro que o alvo principal foi a banda de Osbourne e “Sucicide Solution”, outra vez.

Nova vitória da Constituição americana e da liberdade de expressão. Só que em 1986 o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake processaram mais uma vez Ozzy Osbourne, desta vez requerendo direitos autorais sobre dois discos: “Blizzard of Ozz” e “Diary of a Madman”. O “Senhor das Trevas” desta vez perdeu a batalha jurídica.

Relançados em 2002, os dois discos foram re-mixados com dois novos músicos, Robert Trujillo (baixo) e Mike Bordin (bateria), o que causou revolta em muitos fãs de longa data, que alegaram que nada fora informado nos créditos dos CDs.

Abaixo, Ozzy leva “Sucide Solution” com Randy Rhoads, (guitarra), Rudy Sarzo (baixo) e Tommy Aldridge (bateria):


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rockschool 202x300 A Escola de Rock de Jack Black

Para quem está aproveitando o feriado prolongado com a família, a boa é ir para a escola. Estou falando da hilariante comédia “Escola de Rock” (2003), com Jack Black, que recebeu o prêmio de melhor ator comediante no MTV Music Awards.

É outra dica sobre filmes de Rock, para quem não quer saber de carnaval. Esta produção teve várias indicações para o Golden Globe e Grammy, tendo custado “apenas” U$ 20.000.000 (um orçamento relativamente baixo para os padrões de Hollywood, antes da crise).

Trata-se da história de um músico que é demitido de sua banda e, atolado em dívidas, se vê obrigado a aceitar um emprego de professor numa escola muito rígida, onde os alunos são ensinados com noções de disciplina e hierarquia – tudo o que o novo mestre detesta.

A diretora da Escola Elementar Horace Green marca em cima o protagonista Dewey Finn (Black), mas mesmo assim, ele decide ensinar a “arte transgressora” do Rock n’ Roll à molecada. Na trilha sonora temos AC/DC, The Who, Led Zeppelin, Cream, The Doors, T-Rex entre outros.

Abaixo, Jack Black e seus alunos da “School of Rock”:


468x60 instrumentos A Escola de Rock de Jack Black

george George Harrison: 1943   2001

George Harrison

Hoje é aniversário de nascimento de George Harrison, um grande guitarrista, cantor, compositor e humanista. Esse pisciano nasceu em Liverpool (Inglaterra) e alcançou o reconhecimento quando participou da banda de Rock mais importante de todos os tempos.

George estudava no mesmo colégio que Paul MacCartney e os dois pegavam ônibus juntos, todos os dias. O encontro dos gênios foi inevitável. Depois, George foi apresentado por Paul a John Lennon, que o convidou a ingressar na bandinha deles: Quarrymen.

Mudaram o nome do grupo para The Beatles e, algum tempo depois, transformaram a cultura do século XX. Contudo, George não conseguiu muito espaço para suas composições, por causa da quantidade de material de qualidade produzida pela dupla Lennon-McCartney.

O autor se clássicos como “Something” (regravada por Elvis e Frank Sinatra, entre outros), “While My Guitar Gently Weeps”, “Here Comes The Sun” etc foi o responsável por apresentar a cultura indiana aos “Fab Four”, o que influenciaria fortemente o trabalho do grupo.

Com o fim dos Beatles, em 1970, o caçula da banda daria continuidade a sua carreira solo (já lançara 2 álbuns, anteriormente) com o maravilhoso disco “All Things Must Pass” (1970) que contou com a participação de Bob Dylan, Eric Clapton, Ringo Starr, Peter Frampton e Billy Preston. Um sucesso.

A partir daí a carreira do ex-beatle oscilou entre grandes trabalhos, outros nem tanto, acusação de plágio e brigas intermináveis nos tribunais. Harrison era um homem de fé, além de precursor dos concertos beneficentes, tendo organizado o histórico “Concert For Bangladesh” (1971).

Abaixo, a música “Thanks For The Pepperoni”, com a participação sempre especial do amigo Eric Clapton (“dividiram” até a esposa, mas isso é uma outra história). A imagem é da capa do primeiro LP Triplo da história do Rock (que depois virou um CD duplo), “All Things Must Pass”:


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